Tuesday, November 17, 2009

Matéria do Fantástico!

Paraquedista volta a voar depois de ficar paraplégico

Aos 38 anos, Chris tem um olhar assustado e um cachorro arisco. Não está feliz com o destino, mas já parou de se lamentar.

Chris Colwell dominava os céus como um pássaro. Até mais. Fazia acrobacias que muitos pássaros não fazem.
Rasgava a atmosfera como se caminhasse por uma estrada invisível. Com uma alegria visível, nos olhos e no sorriso. Ele chegou tão alto no esporte que virou professor.
No dia 24 de abril de 2003, a câmera estava no capacete de Chris. O paraquedista que aparece assustado na porta do avião é um iniciante.
Um iniciante pesado, que desce muito rápido e quase sem controle.
Diante da perigosa descida do companheiro, Chris assume a posição mais rápida que existe no paraquedismo.
De cabeça apontada pro solo, desce a mais de duzentos quilômetros por hora pra resgatar o aluno que, de repente, dá uma guinada.
Os dois se chocam. O paraquedista profissional bate com a cabeça no peito do aluno.
As pernas param de responder aos comandos do cérebro. Chris perde também o controle dos dedos e movimenta os braços, desesperadamente numa viagem sem controle em direção à terra.
Ele não consegue abrir o paraquedas principal.
E quando a morte parece algo inevitável, o páraquedas de emergência se abre automaticamente.
O alívo dura poucos segundos. Chris precisaria muito das pernas pra fazer um pouso suave. Com sorte, pousaria na grama.
Mas, nada feito. Ele rola desgovernado pelo asfalto.
Com a voz embargada, seis anos depois, Chris Collwell se culpa.
“A gente deveria fazer seis vôos aquele dia. O plano era ensinar a ele algumas manobras, mas de repente os planos mudaram. Ele começou a voar muito rápido. Eu tentei alcançá-lo, o que foi provavelmente meu erro, porque ele de alguma forma acabou ficando bem embaixo de mim. Num certo ponto, eu comecei a ver um monte de imagens do passado na minha cabeça, exatamente como acontece com pessoas que pensam que vão morrer”, explica Chris.
O pouso no asfalto foi o último da carreira de quem nasceu aventureiro. Foi obrigado a começar uma nova vida com as pernas e os dedos paralisados na cadeira de rodas.
Aos 38, Chris tem um olhar assustado e um cachorro arisco. Não está feliz com o destino, mas já parou de se lamentar.
Dentro de casa, mandou construir um estúdio pra viver uma nova paixão.
O instrumento é simples, mas foi o que deu pra improvisar com plástico e ponta de lápis, para tocar o teclado.
A letra do hip-hop não tem improviso. “É um dia completamente novo; cinco anos se passaram desde que eu bati no asfalto. Eu ainda vôo, todos os dias, vou chegar aos céus? Não sei. Mas até lá eu vou tentar”.
E como diz a letra da música, Chris quer voar novamente. Os amigos chegam no fim da tarde, dispostos a ajudá-lo na missão importante, que não é impossível.
Mas primeiro é preciso preparar o carro. A bagagem. E o aventureiro.
Depois de seis anos, depois de muito tempo sonhando com este momento, Chris está finalmente pronto pra sua primeira aventura desde o acidente. Ele vai acompanhado de três brasileiros: a Juliana, que é paraquedista; o João, também paraquedista; e o Kalei, que é médico e paraquedista. Mas, antes do voo, eles têm 800 quilômetros de estrada pela frente.
“Espero que não precise de nenhum suporte, mas se precisar a gente ta aí pra dar qualquer apoio”, explica Kallei Ferreira, médico e paraquedista.
Juliana e Chris se conheceram há muitos anos durante um vôo.
“Vou voar junto com o Chris. A última vez que a gente voou junto faz bastante tempo já, então eu também to esperando por este momento há muito tempo”, Juliana, instrutora de paraquedismo.
Como o próprio Chris tem dito, ela e João serão os anjos da guarda durante a simulação de um salto, num túnel de vento.
“Acho que só a gente estar aqui já é especial pra todos nos e vai ser um grande desafio, porque nunca ninguém nas condições do Chris voou antes num simulador”, afirma João Tambor, instrutor de paraquedismo.
Chris está pronto. As portas se fecham e a van sai sem pressa.
Saindo de Deland, na Flórida, serão mais de 800 quilômetros até Fayeteville, na Carolina do Norte. Na jornada que atravessa a madrugada, os brasileiros se alternam na direção. E na manhã do dia seguinte, a equipe finalmente chega ao local da aventura.
Chris mostra a mão pra dizer que não está tremendo, nem um pouco nervoso.
Todos se reúnem e Chris explica exatamente o que quer: “Eu fico o dia inteiro assim, sentado… Então eu quero girar… Voar pra cima e pra baixo… Quero ficar solto, sem ninguém me segurando”
Bom, agora capacete, o Chris tá com tudo pronto pra voar pela primeira vez depois de seis anos. É uma tentativa, a gente ainda não sabe o que vai acontecer, mas as expectativas são as melhores possíveis.
Tudo pronto uma operação complicada. Eles têm que trazer o Chris para dentro do túnel que foi desligado neste momento.

O túnel de vento foi ligado.

Os primeiros movimentos. Ele sente as mãos e lentamente vai saindo do chão. Os instrutores também começam lentamente a voar.

Nova tentativa. Ele ainda sendo segurado, protegido pra sentir como é o vento depois de tanto tempo sem praticar.

Obviamente, sem o movimento das pernas. E sem sentir o que acontece nas mãos.
Ele tenta sinalizar p os instrutores qual seria a posição mais confortável para voar sozinho que e o grande objetivo dele aqui.

A comunicação é difícil. O instrutor tenta interpretar e ele pede para ficar de frente, o que é mais difícil.

Ele faz agora pela primeira vez o chamado belly fly, que e o voo de barriga para baixo. O Chris ta voando neste momento sozinho!

O sorriso no rosto de Chris começa a aparecer. Um certo alivio. Uma sensação de conquista - afinal depois de seis anos na cadeira de rodas o Chris finalmente tem a sensação de voar - algo que ele praticamente fez a vida inteira e fez muito bem, como poucos.

Agora sim vento mais forte - mais de 200 quilômetros por hora. Essas manobras são meio arriscadas para situação que a gente está enfrentando. Incrível!
A Juliana chora, enxuga as lágrimas, sorri, é uma emoção enorme porque ela passou os últimos dois anos planejando este momento. Eles voavam juntos antes do acidente do Chris.

Agora o Chris experimenta um voo de cabeça pra baixo, exatamente o que ele fazia no dia do acidente, no momento do acidente. Agora, com toda a segurança, auxiliado por quatro instrutores, ele voa de cabeça pra baixo, como se estivesse no céu.
Quando a aventura termina, a equipe comemora.
A vitória é de todos. Chris ainda não acredita que depois de seis anos numa cadeira de rodas, foi capaz de voar.

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Sunday, October 18, 2009

Quando parar????

A vida é um eterno aprendizado e uma das coisas que sei que tenho que aprender é quando parar.

Tenho um senso crítico bem elevado e sou perfeccionista e o grande problema é justamente chegar a conclusão do que é "perfeito”; esse é o grande dilema.

Meu irmão é um escritor e desenhista. Ele desenha desde que segurou um lápis pela primeira vez e tenho que admitir sempre foi muito bom nisso. Eu tentei fazer o mesmo, mas nunca estava satisfeito com os resultados.

Lembro que uma vez pedi sua ajuda e enquanto eu desenhava e chegou um instante em que ele disse que estava ótimo. O problema é que o desenho não estava terminado, assim continuei com os retoques até que desisti, insatisfeito com o resultado. Ele estava certo, se eu tivesse parado quando ele indicou teria ficado bom.

Essa passagem aconteceu quando eramos crianças e muitos anos depois me lembrei da passagem enquanto conversavamos e perguntei: Como você sabe a hora de parar de desenhar?

A resposta foi direta: Quando vejo que se continuar desenhando vou estragar o desenho, eu paro.

Passados mais alguns anos, estava insatisfeito com o resultado de algumas decisões que tomei, quando me lembrei dessa conversa. Naquele instante percebi que estava insatisfeito por enfatizar o não estava como eu queria, ao invés de me contentar com tudo o que eu conseguira com minhas decisões.

Hoje vejo que poderia ter aproveitado e vivido muita coisa de forma diferente; desde excelentes lugares onde morei, mas poderiam ter uma vista melhor; carros dos quais eu gostava, mas que sempre faltava algum opcional ou potência, e até mesmo nos relacionamentos onde conheci pessoas incríveis, as quais não me entreguei porque elas apertavam a pasta de dente do jeito errado…

Depois de deixar escapar grandes oportunidades e de não aproveitar por completo muitas coisas boas as quais tive acesso, aprendi que buscar a perfeição nem sempre é bom, e que na verdade a perfeição não existe, se algo perfeito é só porque não se enxerga as outras melhorias a serem feitas e não que elas não existam.

Thursday, October 8, 2009

TEASER ENLORPECENDO TUBO

Grande vídeo do meu amigo e mestre Andrezão "O Lorpa"

Vale a pena comprar o DVD e ganhar a camiseta ;)

...nem precisa ser BASE Jumper

Wednesday, September 30, 2009

Mentira

O que é melhor, saber a verdade ou viver na mentira?

Será que é possível ser feliz sem se saber a verdade?

É fato científico que todos mentem, existem até estatísticas que cada pessoa opta por não dizer a verdade cerca de 30 vezes a cada dia.

Minha pergunta é: quando uma mentira passa de socialmente justificável para danosa?

A existência do bom velhinho (o Papai Noel), é talvez a mentira mais contada em todo o planeta. Nascemos sob a ilusão que os presentes que ganhamos são trazidos pela figura imaginária, e o pior é que aquelas pessoas nas quais nós mais confiamos, os pais, todos os parentes, conhecidos e desconhecidos, corroboram com a história.

Vivemos anos de alegria, temos histórias, presentes e a época mais esperada do ano, o Natal é baseada em uma mentira.

Não quero discutir sobre aspecto religioso do Natal, apenas me ater à mentira, pois afinal de contas muitas das famílias religiosas, que tem a mentira como um pecado ainda mantêm a história viva…

E porque mantemos à lenda viva?

Para proporcionar alegrias àqueles que amamos, afinal, como não se emocionar com a alegria nos olhos de uma criança quando vê o Papai Noel.

Fazemos isso para que a criança possa viver aqueles momentos ou para que NÓS possamos vivê-los?

É certo que mais cedo ou mais tarde a criança descobrirá que se trata de uma mentira, e mesmo assim não nos importamos com isso. Os anos de alegria, as noites esperando a chegada do Papai Noel, as fotos daquela carinha feliz… tudo justifica a decepção da descoberta. Aliás para algumas crianças a descoberta é bem recebida, para outras é devastadora…

Embora as emoções vividas tenham sido verdaderas, foram vividas baseadas em uma mentira. Isso faz a experiência menos verdadeira?

Talvez a história persista pois apesar de não ser a verdade, todos vivemos momentos felizes enquanto eramos enaganados e apenas queremos que nossas crianças possam viver a mesma fantasia e felizes momentos irreais, assim como nós o fizemos.

Fica a pergunta: Vale a pena falar a mentira para que outro seja feliz?

Tuesday, September 15, 2009

Pulando Corda

E eu achava que aquilo que eu fazia na minha infância era pular corda…